domingo, junho 22, 2008

O Caçador de Pipas

O filme “O Caçador de Pipas” (The Kite Runner, EUA, 2007) é a adaptação do belo e aclamado livro homônimo do afegão Khaled Hosseini. A emocionante história dos amigos Amir e Hassan tem como cenário os últimos anos da monarquia do Afeganistão, na década de 1970. É uma narrativa cheia de metáforas que envolvem importantes aspectos da vida como amor, honra, culpa, medo, traição e redenção. No primeiro capítulo do livro, Amir afirma ter descoberto que “não é verdade o que dizem a respeito do passado, essa história de que podemos enterrá-lo. Porque, de um jeito ou de outro, ele sempre consegue escapar. Olhando para trás, agora, percebo que passei os últimos vinte e seis anos da minha vida espiando aquele beco deserto”. O tal beco foi palco de um crime que atormenta Amir por longos anos. E o filme tenta mostrar que todos têm uma chance de voltar a ser bons e devem enfrentar os “fantasmas” do passado.

Umas das metáforas é o próprio símbolo que dá nome ao livro e ao filme: a pipa. O brinquedo remete Amir aos anos felizes da infância. Com a dominação talibã, após a invasão russa, até essa inocente brincadeira é banida do Afeganistão. E a inocência é banida da vida de Amir.

Fugindo da guerra, Amir e seu pai se mudam para os Estados Unidos em busca de vida nova. Amir se forma na faculdade de Medicina, conquista seu grande objetivo de publicar um livro, casa-se com uma jovem filha de um general afegão, mas, mesmo assim, os ecos da infância não silenciam. Até que um amigo doente que havia ido morar no Paquistão lhe telefona, faz um convite, propõe um desafio e oferece a chance que Amir precisava para fazer as pazes com seu passado.

O filme termina com o personagem novamente empinando uma pipa e deixa a sugestão implícita de que o perdão e a paz podem nos fazer sentir leves como um brinquedo de papel voando no céu. A redenção está ao alcance de todos. Basta querer.

Apesar de não ter comparação com a história comovente criada por Hosseini, o filme vale a pena e agrada aos que leram o romance, com a ressalva de que há pelo menos dois momentos fortemente dramáticos que tornam a produção não recomendável para crianças.

Michelson Borges

11 comentários:

Petyane disse...

Ele é um filme parado, mas a história nos faz pensar nas trocidades q são cometidas as crianças, e como a falta de coragem do menino ajudou na desgraça daquela família....mto interessante para ser assistido!

Samantha disse...

O pior filme que assisti nos últimos tempos, não traz mensagem relevante, só desperta em nós a repulsa e o nojo... Não aconselho nenhuma família assistí-lo e lastimo essa indicação! Há entretenimento para a família cristã muito melhor do isso e com muito mais lições para se aprender. Assisti com meu marido e lamentei por cada minuto perdido...Gostaria que esse comentário fosse publicado para que as pessoas pudessem decidir por si mesmas se devem ou não assitir esse filme!

Daiana disse...

É um filme emocionante!RECOMENDO!!!! Nos faz refletir sobre amor, amizade, lealdade, fidelidade, honra; a entrega total de um menino(Hassan) puro e honrado à uma grande amizade. Nos faz perceber que não podemos ficar indiferentes ao sofrimento alheio.
Desperta a consciência de que não devemos nos acomodar, ignorando ou só assistindo de camarote aos maus tratos às barbaridades sofridas pelos semelhantes.

Robson disse...

Sinceramente amigo, no meu ponto de vista não é um filme tão bom assim, e eu não indicaria á ninguém,lamentei também ao perder meu tempo assistindo esse filme.

Allan Ribeiro disse...

Achei o filme melhor que o livro, o que é difícil acontecer.

Acho que a dificuldade do personagem principal em encontrar a redenção nos diz muito sobre como é angustiante tentar pagar pelo próprio pecado sem a ajuda de Jesus. Além de nunca conseguir, sempre sobra uma sensação de vazio, um buraco no coração.

Jovens Adventistas do 7º Dia de Salgueiro disse...

Imagino que os comentários negativos acima foram feitos por pessoas que não tiveram contato com o livro. Simplesmente devorei-o. Ao assistir o filme, claro, percebi que perdeu muito dos detalhes do best seller. No entanto, também recomendo o filme e, principalmente, o livro.

Anônimo disse...

O Filme deixa muito a desejar se comparado ao livro. Lembrando de minha leitura, achei engraçado como as locações e as pessoas pareciam com as que imaginei....Quem se frustou com o filme...leia o livro. Garanto que sua visão será outra.
Celso Eduardo

Anônimo disse...

Esse é um filme emocionante, nos trás lições a cada cena. Ele usa muitas metáforas, por isso tem que prestar muita atenção pra compreende-lo. Com toda certeza é um filme que eu recomendo.

Anônimo disse...

Tenho de concordar com a rejeição da Samantha, embora meus motivos sejam outros. O filme pode até ser interessante dentro da cultura na qual foi produzido, mas para nós, ocidentais, facilmente se torna um verdadeiro "porre" depois de apenas alguns minutos.

A idéia do enredo desse filme é realmente ótima, mas foi muito mal trabalhada. Qualquer mensagem positiva que o diretor ou roteirista quisessem passar acaba se perdendo em meio ao enfado. Cenas muito longas e monótonas, muito diálogo, uma verborragia interminável. 90% do filme é puro "blá-blá-blá" entre os personagens. E "blá-blá-blá" repetido, voltando sempre ao mesmo assunto. Apenas nos últimos 10 a 15 minutos acontece alguma ação para prender a atenção, mas mesmo assim, muito menos relevante do que estamos acostumados a ver nos filmes ocidentais.

Lamento por isso, porque o argumento do filme teria tudo para ser excelente, como tanto falam do livro, mas sinceramente, foi tão mal desenvolvido que, depois de assitir, eu só poderia mesmo chamar esse filme de "A Cura para a insônia", tamanho o tédio que predomina.

Por isso tudo é que não posso recomendar esse filme, ao menos para quem pensa em assistir para se divertir ou para aprender algo. A meu ver, vai se decepcionar.

mu disse...

não gostei do filme também

Anônimo disse...

um dos piores filmes que ja vi. Quem leu o livro sente que o filme e uma grande decepção, que corta grande parte da historia o que faz com que a historia fique sem sentido.